Nova espécie de golfinho é identificada perto da Austrália

Uma nova e ainda não identificada espécie de golfinho-corcunda nada ao longo do litoral norte da Austrália. © Guido Parra

Cientistas da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, em inglês) e do Museu Americano de História Natural relatam ter identificado uma espécie desconhecida de golfinho-corcunda vivendo no litoral norte da Austrália.

Para identificar a espécie desconhecida, os cientistas traçaram a história evolutiva do animal e usaram testes genéticos para examinar o tecido de 235 golfinhos. Os golfinhos-corcunda dividem-se em dois grupos: um que vive no Oceano Atlântico e outro que é encontrado nos Oceanos Índico e Pacífico.

O golfinho-corcunda do Atlântico é uma espécie reconhecida pelos cientistas, mas os pesquisadores argumentam que a nova evidência deve dividir os golfinhos-corcunda do Oceano Índico e do Oceano Pacífico em três espécies, uma das quais, nova.

Martin Mendez, diretor-assistente do programa da sociedade América Latina e Caribe, disse em um comunicado que “com base nos resultados combinados das análises genéticas e morfológicas, podemos sugerir que o golfinho do gênero corcunda inclui, no mínimo, quatro espécies. Essa descoberta permite compreender a história evolutiva desse grupo e fornece informações para que as políticas de conservação possam ajudar a proteger cada uma das espécies”.

Os golfinhos-corcunda recebem esse nome em virtude da corcunda que possuem abaixo da nadadeira dorsal, chegam a até 2,5 metros de comprimento e suas listras coloridas vão do cinza-escuro ao cor-de-rosa ou branco.

Todas as espécies de golfinhos estão sendo ameaçadas pela perda de habitat e pelas atividades pesqueiras. Segundo Howard Rosenbaum, diretor do Programa Oceanos Gigantes da WCS, “as novas informações sobre as diferentes espécies de golfinho-corcunda devem incrementar o número de espécies reconhecidas pelos cientistas e fornecer a evidência científica necessária para a tomada de decisões destinadas a proteger sua diversidade genética e os importantes habitats associados”.

O estudo foi publicado na última edição do periódico Molecular Ecology.

[Animal Planet]